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Congresso do CONFIES aponta caminhos para modernização da gestão de projetos

Foto do escritor: Fapeg
Fapeg
há 1 dia
2 min de leitura

Atualizado: há 12 horas

Participação da FAPEG no encontro nacional ampliou a troca com outras fundações sobre segurança jurídica, transformação digital, captação de recursos e novos modelos de parceria



A Fundação de Apoio a Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário Edmundo Gastal (FAPEG) participou, no fim de setembro, em Brasília, do 9º Congresso Nacional do CONFIES. O encontro reuniu fundações de apoio de diferentes regiões do país e permitiu à equipe avaliar experiências que podem contribuir para o aprimoramento da gestão de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação.


Para o diretor-presidente da FAPEG, Luiz Clovis Belarmino, a participação no evento mostrou que processos retomados ou implementados pela Fundação nos últimos quatro anos estão alinhados ao que outras fundações de apoio vêm fazendo no país. “Temos muitas coisas importantes que estão sendo implementadas agora na FAPEG e que estão em sintonia com aquilo que as demais fundações estão praticando”, afirma.


A avaliação ocorre em um período de expansão. Segundo Belarmino, a arrecadação da Fundação cresceu mais de dez vezes nos últimos quatro anos. Com o aumento da atuação e dos recursos administrados, ganham importância questões que estiveram no centro dos debates do Congresso, como digitalização, segurança jurídica, transparência e eficiência dos processos.


Nesse contexto, o assessor jurídico da FAPEG, Henrique Cabral, avalia que um dos aprendizados foi perceber que segurança jurídica e agilidade não precisam ser objetivos opostos. “Quando os processos são bem estruturados, possuem critérios claros, fluxos definidos, registros adequados e mecanismos de controle, o jurídico consegue atuar de forma mais preventiva e menos reativa”, destaca.


Sistemas integrados, automação e inteligência artificial estiveram entre as possibilidades discutidas para organizar fluxos, aumentar a rastreabilidade e reduzir retrabalho. Cabral ressalta, porém, que a incorporação dessas tecnologias precisa estar acompanhada de governança, proteção de dados, segurança da informação e revisão humana.


As discussões no Fórum dos Procuradores mostraram que muitos dos desafios jurídicos enfrentados pela FAPEG também estão presentes em outras fundações. Temas como decisões dos órgãos de controle, contratações, prestação de contas e aspectos regulatórios reforçaram a possibilidade de construir soluções de forma articulada. 


Novos modelos de parceria e financiamento 

Os contatos realizados em Brasília abriram espaço para conhecer ferramentas de gestão, compartilhar práticas e discutir novas estratégias de captação, parcerias público-privadas e modelos capazes de dar maior continuidade aos projetos. 


Entre essas perspectivas está a estruturação de iniciativas em que receitas geradas pelas próprias atividades possam, quando houver previsão legal, retornar às instituições e serem reinvestidas em pesquisa e inovação. Belarmino também aponta a cooperação internacional como um caminho para aproveitar o reconhecimento da Embrapa e da pesquisa brasileira na aproximação com instituições e centros de excelência de outros países. 


Na relação entre as próprias fundações de apoio, Belarmino vê espaço para cooperação, desenvolvimento conjunto de soluções e formação de novas parcerias. Para Cabral, esse movimento também passa por uma atuação jurídica mais integrada à gestão. “Nosso papel não deve ser apenas analisar o processo quando ele chega ao jurídico, mas participar da construção de soluções desde o início”, afirma.


As experiências e conexões estabelecidas no Congresso serão agora levadas às equipes da FAPEG para avaliar o que pode ser incorporado aos processos e ao planejamento das próximas ações da Fundação.



 
 
 

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