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FAPEG participa de evento que marca os dez anos da Rota dos Butiazais

  • Foto do escritor: Fapeg
    Fapeg
  • há 15 horas
  • 2 min de leitura

Realizado em Porto Alegre, o encontro reuniu instituições, comunidades e produtores para debater conservação, bioeconomia e os próximos passos da iniciativa 



A Fundação de Apoio à Pesquisa e Desenvolvimento Edmundo Gastal (FAPEG) participou do XIII Seminário da Rota dos Butiazais, promovido pela Embrapa e parceiros nos dias 21 e 22 de maio, em Porto Alegre. Com o tema “Bioeconomia, inclusão socioprodutiva, conservação e restauração de ecossistemas de butiazais: uma década de construção coletiva”, o encontro reuniu pesquisadores, gestores públicos, comunidades, agricultores, artesãos, empreendedores e representantes de instituições do Brasil, do Uruguai e da Argentina para debater os avanços, impactos e os caminhos para os próximos anos. 


A programação ocorreu no auditório da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (FETAG) e incluiu palestras, mesas de debate, oficinas, feira de produtos associados à cadeia do butiá, além de atividades práticas no Jardim Botânico de Porto Alegre. Ao longo dos dois dias, o público pôde conhecer alimentos, bebidas, artesanato, cosméticos, essências, velas, bolsas, brincos e outros itens desenvolvidos a partir da biodiversidade dos butiazais. A agenda também contou com apresentação cultural Mbyá Guarani - Tekoa Nhu Porã, de Torres/RS, grupo que integra o projeto.


Criada pela Embrapa, a Rota dos Butiazais conecta pessoas, instituições, comunidades e organizações sociais em torno da preservação dos ecossistemas de butiazais e da valorização do butiá como patrimônio ambiental, cultural e econômico. Nesta edição, o seminário teve como objetivo avaliar as ações realizadas ao longo da última década e discutir os próximos passos da rede.


A coordenadora do projeto, Rosa Lía Barbieri, destacou que o seminário reuniu diferentes beneficiários da Rota para discutir avanços do conhecimento, formas de aproveitamento do butiá, políticas públicas e estratégias de conservação. 


Nesse processo, a FAPEG tem papel importante na sustentação administrativa e financeira das ações. A Fundação atua na gestão dos recursos captados em editais públicos e privados, permitindo que a Embrapa execute as atividades previstas no projeto. “A FAPEG faz a administração financeira dos recursos que captamos em editais diversos. Sem ela, não seria possível chegar ao ponto onde estamos hoje”, ressaltou Rosa Lía.


A presença da Fundação no seminário também foi avaliada como uma oportunidade estratégica para ampliar conexões institucionais e fortalecer sua visibilidade junto a diferentes públicos envolvidos com pesquisa, conservação e bioeconomia. Para Fátima Husein, gerente operacional de projetos da FAPEG, a participação evidenciou o interesse e a receptividade do público às novas perspectivas relacionadas à cadeia produtiva do butiá.


A discussão sobre os butiazais também passa pela formulação de políticas públicas. No seminário, a presença da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul (Sema-RS) reforçou uma das ideias centrais da Rota: conservar não significa afastar as comunidades do território, mas reconhecer que a preservação pode caminhar junto com o uso sustentável, a geração de renda e a valorização dos modos de vida locais.


Para Cátia Viviane Gonçalves, diretora do Departamento de Biodiversidade da Sema-RS, essa é uma das principais contribuições da iniciativa. “Quando a gente está falando de butiá, está falando de conservação pelo uso. Isso permite alinhar a manutenção das espécies com as pessoas que vivem nesse território e fazem parte dele”, disse. 


Confira as fotos do evento:

 



 
 
 

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